segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Métodos e Técnicas de Pesquisa
PESQUISA CIENTÍFICA
Toda pesquisa deve passar por uma fase preparatória de planejamento devendo-se estabelecer certas diretrizes de ação e fixar-se uma estratégia global. A realização deste trabalho prévio é imprescindível.
A ciência se apresenta como um processo de investigação que procura atingir conhecimentos sistematizados e seguros. Para alcançar este objetivo é necessário que se planeje o processo de investigação, isto é, traçar o curso de ação a ser seguido no processo da investigação científica.
Não é, porém, necessários que se sigam normas rígidas. A flexibilidade deve ser a característica principal neste planejamento de pesquisa, para que as estratégias previstas não bloqueiem a criatividade e a imaginação crítica do investigador.
Afirma-se que não existe método científico estabelecido previamente. Existem critérios gerais orientadores que facilitam o processo de investigação.
TIPOS DE PESQUISA

Serão desconsideradas as diferentes classificações desses tipos para utilizar apenas uma: a que leva em conta o procedimento geral que é utilizado para investigar o problema. Com isso podemos distinguir no mínimo três tipos de pesquisa: a bibliográfica, a experimental e a descritiva.
Pesquisa Bibliográfica
Desenvolve-se tentando explicar um problema através de teorias publicadas em livros ou obras do mesmo gênero. O objetivo deste tipo de pesquisa é de conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado assunto ou problema, tornando-se um instrumento indispensável para qualquer pesquisa. Pode-se usá-la para diversos fins como, por exemplo:
- Ampliar o grau de conhecimento em uma determinada área;
- Dominar o conhecimento disponível e utilizá-lo como instrumento auxiliar para a construção e fundamentação das hipóteses;
- Descrever ou organizar o estado da arte, daquele momento, pertinente a um determinado assunto ou problema.
Pesquisa Experimental
Neste tipo de pesquisa o investigador analisa o problema, constrói suas hipóteses e trabalha manipulando os possíveis fatores, as variáveis, que se referem ao fenômeno observado. A manipulação na quantidade e qualidade das variáveis proporciona o estudo da relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno, podendo-se controlar e avaliar os resultados dessas relações.
Pesquisa Descritiva não Experimental
Este modelo de pesquisa estuda as relações entre duas ou mais variáveis de um dado fenômeno sem manipulá-las. A pesquisa experimental cria e produz uma situação em condições específicas para analisar a relação entre variáveis à medida que essas variáveis se manifestam espontaneamente em fatos, situações e nas condições que já existem.
A decisão de se utilizar à pesquisa experimental ou não-experimental na investigação de um problema vai depender de vários fatores: natureza do problema e de suas variáveis, fontes de informação, recursos humanos, instrumentais e financeiros disponíveis, capacidade do investigador, conseqüências éticas e outros.
Devem-se avaliar as vantagens e as limitações que apresentam um e outro tipo de pesquisa. Kerlinger (1985, p. 127) apresenta três vantagens da pesquisa experimental. A primeira é a fácil possibilidade de manipulação das variáveis isoladamente ou em conjunto; a segunda é a flexibilidade das situações experimentais que otimiza a testagem dos vários aspectos das hipóteses; a terceira é a possibilidade de replicar os experimentos ampliando e facilitando a participação da comunidade científica na sua avaliação. Como limitações, Kerlinger aponta a falta de generalidade, pois um resultado evidenciado em uma pesquisa experimental de laboratório nem sempre é o mesmo obtido em uma situação de campo onde há variáveis muitas vezes desconhecidas ou imprevisíveis que podem intervir nos resultados. Por esse motivo, os seus resultados devem permanecer restritos às condições experimentais.
Pesquisa Exploratória
Outro tipo de pesquisa que tem grande utilização, principalmente nas áreas sociais. Nela não se trabalha com a relação entre as variáveis, mas com o levantamento da presença das variáveis e de sua caracterização quantitativa ou qualitativa. Seu objetivo fundamental é o de descrever ou caracterizar a natureza das variáveis que se quer conhecer.
FLUXOGRAMA DA PESQUISA
Desde a preparação até a apresentação de um relatório de pesquisa estão envolvidas diferentes etapas. Algumas delas são concomitantes; outras são interpostas. O fluxo que ora se apresenta tem apenas uma finalidade didática de exposição. Na realidade ela é extremamente flexível. Abaixo temos o exemplo de um fluxograma de pesquisa científica:
1. Etapa de Preparação e de Delimitação do problema
- Escolha do tema
- Revisão da Literatura
- Documentação
- Crítica da documentação
- Construção do referencial Teórico
- Delimitação do problema
- Construção das Hipóteses
2. Etapa de Construção do Plano
- Problema e Justificativa
- Objetivos
- Referencial Teórico
- Hipóteses, Variáveis e Definições
- Metodologia;
- Design;
- População e Amostra;
- Instrumentos;
- Plano de Coleta, Tabulação e Análise de Dados.
- Estudo Piloto, com testagem dos instrumentos, técnicas e plano de análise dos dados.
3. Etapa de Execução do Plano
- Estudo Piloto
- Treinamento dos Entrevistadores
- Coleta de Dados
- Tabulação
- Análise e Estatística
- Avaliação das Hipóteses
4. Etapa de Construção e Apresentação do Relatório
Construção do Esquema do Relatório: Problema, referencial teórico, resultado da avaliação do teste das hipóteses e conclusões.
- Redação: Sumário, introdução, corpo do trabalho, conclusão, referências bibliográficas, bibliografia, tabelas, gráficos e anexos.
- Apresentação: Conforme as normas da ABNT.
Primeira Etapa: Preparatória
Esta fase, a preparatória, é dedicada a escolha do tema, à delimitação do problema, à revisão da literatura, construção do marco teórico e construção das hipóteses. Seu objetivo principal é a que o pesquisador defina o problema que irá investigar. È nesta etapa que se apresentam as principais dificuldades para o investigador.
A escolha do tema deve estar condicionada à existência de três fatores:
- O primeiro é que o tema responda aos interesses de quem investiga.
- O segundo é a qualificação intelectual de quem investiga. O pesquisador deve usar temas que estejam ao alcance de sua capacidade e de seu nível de conhecimento.
- O terceiro é a existência de fontes de consulta que estejam ao alcance do pesquisador. O primeiro passo para constatar sua existência é fazer um levantamento das publicações que existem sobre o tema nas bibliotecas, consultando catálogos e revistas especializadas, resenhas e comentários.
Escolher o tema é indicar a área e a questão que se quer investigar. No entanto, apenas a escolha do tema não diz ainda o que o pesquisador quer investigar. A sua meta, nesta etapa, é a de delimitar a dúvida que irá responder com a pesquisa. A delimitação do problema esclarece os limites precisos da dúvida que tem o investigador dentro do tema escolhido. A simples escolha de um tema deixa o campo da investigação muito amplo e muito vago. Há necessidade de se estabelecer os limites de abrangência do estudo a ser efetuado. Isso só é possível quando se delimita com precisão o problema, o que é conseguido com perguntas pertinentes especificando com clareza as dúvidas. Deve ser expresso em forma de enunciado interrogativo que contenha no mínimo a relação entre duas variáveis. Se não manifestar esta relação é sinal que ele ainda não está suficientemente claro para a investigação.
Para chegarmos ao enunciado devemos antes defini-lo da seguinte maneira:
a. A área ou o campo de observação;
b. As unidades de observação. Dever estar claro quem ou o quê deverá ser objeto de observação.
c. Apresentar as variáveis que serão estudadas, mostrando que aspectos ou que fatores mensuráveis serão analisados, com a respectiva função empírica.
b. As unidades de observação. Dever estar claro quem ou o quê deverá ser objeto de observação.
c. Apresentar as variáveis que serão estudadas, mostrando que aspectos ou que fatores mensuráveis serão analisados, com a respectiva função empírica.
Para que ocorra essa clareza na delimitação do problema é necessário que o investigador tenha conhecimento. Ninguém investiga o que não conhece. E a forma mais fecunda para se obter conhecimento é através da revisão da literatura pertinente ao tema investigado. O objetivo desta revisão é de aumentar o acervo de informações e do conhecimento do investigador com as contribuições teóricas já existentes. Lançar-se em uma pesquisa desconhecendo as contribuições já existentes é arriscar-se a perder tempo em busca de soluções que talvez outros já tenham encontrado, ou percorrer caminhos já trilhados com insucesso.
A revisão da literatura é feita buscando-se nas fontes primárias e na bibliografia secundária as informações relevantes que foram produzidas e que têm relação com o problema investigado. Pode-se usar como fontes livros, obras publicadas, monografias, periódicos especializados, documentos e registros existentes em institutos de pesquisa.
Durante a revisão da literatura deve-se executar o registro dessas idéias em fichas, juntamente com comentários pessoais, com o objetivo de essa documentação bibliográfica acumular e organizar idéias relevantes já produzidas na ciência.
Concluída a documentação, inicia-se a fase da avaliação e crítica. Nesse momento deve-se estabelecer o confronte entre idéias consideradas relevantes examinando a sua consistência, nível de coerência interna e externa e comparando-as entre si. O importante é notar os pontos positivos e negativos nas teorias analisadas, inter-relacionando uma com as outras não esquecendo que a crítica tem sempre em vista o problema investigado. É ela que seleciona o acervo de idéias trabalhadas para a montagem posterior do quadro de referências teóricas.
Após a crítica se iniciam a ordenação das idéias coletadas, os objetivos da investigação, as teorias relevantes que o abordam com seus pontos positivos ou negativos e as hipóteses propostas pelo autor. Esta fase é a de construção, da montagem e exposição do quadro de referência teórica que será utilizado para a delimitação e a análise do problema abordado, para a sustentação das hipóteses sugeridas e a construção das definições que traduzem os conceitos abstratos das variáveis.
Se a pesquisa for bibliográfica, constrói-se o quadro de referência teórica que sustenta as conclusões.
Se a pesquisa for experimental ou descritiva, a fase seguinte comporta a explicação de hipóteses, o estabelecimento das variáveis e suas definições empíricas.
Segunda Etapa: Elaboração do Projeto de Pesquisa
A partir da conclusão da etapa preparatória, o investigador pode iniciar a segunda etapa da investigação, preocupando-se com a elaboração do projeto que estabelece a seqüência da investigação, tendo como curso orientador o problema e o teste das hipóteses. Sem o projeto o investigador corre o risco de desviar-se do problema que quer investigar, recolhendo dados desnecessários ou deixando de obter os necessários.
O projeto de pesquisa é um plano onde aparecem explícitos os seguintes itens:
a. Tema, problema e justificativa;
b. Objetivos;
c. Quadro de referência teórica
d. Hipóteses, variáveis e respectivas definições empíricas;
e. Metodologia;
f. Descrição do estudo piloto;
g. Orçamento e cronograma;
h. Referências bibliográficas;
i. Anexos.
b. Objetivos;
c. Quadro de referência teórica
d. Hipóteses, variáveis e respectivas definições empíricas;
e. Metodologia;
f. Descrição do estudo piloto;
g. Orçamento e cronograma;
h. Referências bibliográficas;
i. Anexos.
O projeto é um documento o máximo sintético e objetivo que apresenta os principais itens que compõem a investigação para uma pré-avaliação de sua viabilidade. Ele tem dois objetivos: o primeiro é proporcionar ao investigador o planejamento que vai executar, prevendo os passos e atividades a ser seguidos; o segundo é dar condições para uma avaliação externa feita por outros pesquisadores.
Para tanto há necessidade de que todos os itens do projeto atendam aos requisitos e exigências requeridas pela comunidade científica observando os seguintes aspectos:
- Enunciar com clareza o problema, explicitando e definindo as variáveis que estão presentes no estudo.
- A pertinência das hipóteses deve ser demonstrada pela sua adequação com o quadro de referência teórica apresentada.
- A revisão bibliográfica deve ser atualizada e englobar a análise das obras básicas relacionadas ao problema investigado.
- A viabilidade e a pertinência da metodologia proposta para a testagem das hipóteses devem ser apresentadas.
- Os tipos de análise ou de testes estatísticos também devem ser previstos. Devem-se explicar os tipos de instrumentos que serão utilizados.
- O detalhamento do orçamento, prevendo as despesas com recursos humanos e materiais e o cronograma que especifica os prazos para cada fase da investigação.
Após estar pronto o plano executa-se o estudo piloto com uma amostra que possua características semelhantes ao elemento estudado. Este estudo poderá fornecer valiosos subsídios para o aperfeiçoamento dos instrumentos de pesquisa ou para os procedimentos de coleta de dados.
Terceira Etapa: Execução do Plano
Executado o estudo piloto, se necessário, introduzem-se correções e se inicia a etapa seguinte que é a da execução do plano, com a testagem propriamente dita das hipóteses, com o experimento ou a coleta de dados. Se a pesquisa utilizar entrevistadores há necessidade de treiná-los previamente visando uniformizar os procedimentos de ação neutralizando ao máximo a interferência de fatores estranhos no resultado da pesquisa.
Executada a fase de coleta, inicia-se o processo de tabulação, com a digitação dos dados, aplicação dos testes e análise estatística e avaliação das hipóteses. A análise estatística deve servir para afirmar se as hipóteses são ou não rejeitadas. Através dela pode-se estabelecer uma apreciação com juízos de valor sobre as relações entre as variáveis.
Quarta Etapa: Construção do Relatório de Pesquisa
Esta etapa é dedicada à construção do relatório de pesquisa que serve para relatar a comunidade científica, ou ao destinatário de sua pesquisa, o resultado, procedimentos utilizados, dificuldades e limitações de sua pesquisa.
ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE PESQUISAS
A finalidade de um relatório de pesquisa é a de comunicar os processos desenvolvidos e os resultados obtidos em uma investigação. Os relatórios podem ser feitos de diversas formas: através de um artigo sintético para ser publicado em um algum periódico, através de uma monografia com objetivos acadêmicos ou na forma de uma obra para ser publicada. Além dos elementos que envolvem que envolvem uma produção textual e que seguem a orientação da lingüística aplicada, há os elementos objetivos ligados à coerência lógica, coesão textual e norma técnicas padronizadas e convenções tradicionais que devem ser respeitadas.
Há determinadas convenções padronizadas, decorrente do uso acadêmico, literário e científico, que acabaram por se transformar em normas e em modelos formais que devem ou podem ser seguidos.
Tipos de Relatório de Pesquisa Científica
Os relatórios de pesquisa são tratados na literatura específica com sentidos diversos, gerando, muitas vezes, ambigüidade de interpretações.
Há relatórios elaborados com fins acadêmicos e com fins de divulgação científica. Costuma-se incluir como "trabalho científico" diferente tipos de trabalho: resumos, resenhas, ensaios, artigos, relatórios de pesquisa, monografias, etc. O adjetivo "científico" confunde muitas vezes a cientificidade com o cumprimento das normas e padrões de sua estrutura e apresentação. Convém lembrar que cientificidade nada tem haver com normas e padrões.
O que há de comum nestes tipos de trabalho, exceto o resumo e resenha, é que todos são monográficos, devem versar sobre o problema que foi investigado e desenvolvido com atitude científica. Investiga-se um problema (mono), e não dois ou vários. Nesse sentido são todos os relatórios de pesquisa, necessariamente monográficos e científicos, com uma estrutura básica comum e algumas diferenças ao nível de profundidade da investigação, da exigência acadêmica em que são desenvolvidos, aos seus objetivos e aspectos formais tendo em vista a finalidade de sua apresentação.
Estrutura dos Relatórios de Pesquisa Científica
Um relatório de pesquisa compreende as seguintes partes:
a) Elementos pré-textuais:
- Capa;
- Folha de Rosto: contém elementos essenciais à identificação do trabalho;
- Dedicatória: opcional, serve para indicar pessoas a que se oferece o trabalho;
- Agradecimentos: serve para nomear pessoas as quais se deve gratidão, em função a algum tipo de colaboração no trabalho;
- Abstract: resumo da investigação, destacando as partes mais importantes
- Sumário: fornece a enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho;
- Lista de Tabelas, Gráficos e Quadros: quando houver deve-se lista-los.
b) Elementos Textuais:
- Introdução: seu objetivo é situar o leitor no contexto da pesquisa considerando os seguintes aspectos:
- Problema
- Objetivo
- Justificativa
- Definições
- Metodologia
- Marco Teórico
- Hipóteses
- Dificuldades ou Limitações
- Desenvolvimento: é a demonstração lógica de todo o trabalho de pesquisa;
- Conclusão: ela deve retomar o problema inicial, revendo as principais contribuições que trouxe a pesquisa e apresentar o resultado final;
- Notas: servem para o autor apresentar indicações bibliográficas, fazer observações, definições de conceito ou complementações ao texto;
- Citações: são menções, através de transcrição ou paráfrase, das informações retiradas de outras fontes;
- Fontes Bibliográficas: é o conjunto de elementos que permitem a identificação das fontes citadas no texto.
c) Elementos Pós-textuais:
- Apêndice: utilizado para colocar textos ou informações complementares elaborados pelo autor;
- Anexo: documento não elaborado pelo autor, acrescentado para provar, ilustrar ou fundamentar o texto.
ARTIGO CIENTÍFICO: ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO
O artigo é uma apresentação sintética. Em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. Seu objetivo é o de ser um meio rápido de divulgar o referencial teórico, a metodologia, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou análise de uma questão.
O artigo tem a seguinte estrutura:
- Identificação: Título do trabalho, autor e qualificação do autor;
- Abstract: Resumo;
- Palavras-chave: Termos que indicam o conteúdo do artigo;
- Artigo: Deve conter introdução, desenvolvimento e demonstração dos resultados, conclusão;
- Referências Bibliográficas;
- Anexos ou Apêndices: Quando necessário;
- Data do Artigo.
APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE PESQUISA E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A finalidade de um relatório de pesquisa é comunicar os resultados obtidos na investigação. A sua apresentação formal obedecem as normas técnicas padronizadas e a determinados formalismos a serem seguidos conforme relacionado abaixo.
Distribuição do Texto na Folha
- Paginação: As páginas devem ser numeradas com números arábicos no canto superior direito da folha, iniciando-se a contagem na folha de rosto;
- Papel, margens e espacejamento: Deve-se usar papel A4 tamanho. Na distribuição do texto, para páginas capitulares, deixa-se 8 cm de margem superior entre o texto e a borda e nas demais 3cm. A margem esquerda deve ser de 3,5 cm e a direita e inferior 2,5 cm.
- Citações: Podem ser em forma de transcrição, ou de paráfrase.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: NORMAS DE APRESENTAÇÃO
Definições e Localização
São um conjunto de elementos que permitem a identificação de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material, utilizados como fonte de consulta e citados nos trabalhos elaborados os quais devem seguir as normas da NBR 6023 da ABNT.
Uma referência bibliográfica tem elementos essenciais e complementares. Os essenciais são os indispensáveis para a identificação das fontes de citações de um trabalho; os complementares são os opcionais que podem ser acrescentados aos essenciais para melhor caracterizar as publicações referenciadas.
As referências bibliográficas podem aparecer em diversos em diferentes locais do texto, em notas de rodapé ou de fim de texto, lista bibliográfica sinalética ou analítica e encabeçando resumos ou recensões.
Ordem dos Elementos
Os elementos essenciais e complementares devem seguir a seguinte ordem:
a. Autor da publicação;
b. Título do trabalho;
c. Indicações de responsabilidade;
d. Número de edição;
e. Imprenta (Local da edição, editor e ano da publicação);
f. Descrição física, ilustração e dimensão;
g. Série ou coleção;
h. Notas especiais;
i. ISBN.
NORMAS COMPLEMETARES E GERAIS DE APRESENTAÇÃO
A seguir estão às regras e normas gerais que complementam a apresentação, normatizadas pela NBR 60-23.
Pontuação
Deve-se usar uma forma consistente de pontuação para todas as referências incluídas numa lista de publicação. Os vários elementos da referência bibliográfica devem ser separados entre si por uma pontuação uniforme.
Emprega-se vírgula entre o sobrenome e o nome do autor (pessoa física) quando invertido.
Ligam-se por hífen as páginas inicial e final da parte referenciada, bem como as datas limites de determinado período da publicação.
Ligam-se por barra transversal os elementos do período coberto pelo fascículo referenciado.
Indicam-se entre colchetes os elementos que não figuram na obra referenciada.
Empregam-se reticências nos casos em que se faz supressão de parte do título.
Tipos e Corpos
Deve-se usar uma forma consistente de destaque tipográfico para todas as referências incluídas numa lista ou publicação.
Autor
Indicam-se ou autor físico geralmente com a entrada pelo último sobrenome e seguido do prenome. Em caso de exceção, consultar as fontes adequadas.
Quando a obra tem até três autores, mencionam-se todos na entrada, na ordem em que aparecem na publicação. Se há mais de três, após os três primeiros segue-se a expressão et alii.
Obras constituídas de vários trabalhos ou contribuições de vários autores entram pelo responsável intelectual.
Em caso de autoria desconhecida, entra-se pelo título, não usando a expressão "anônimo".
Obra publicada sob pseudônimo, este deve ser adotado na referência. Quando o verdadeiro nome for conhecido, é indicado entre colchetes, depois do pseudônimo.
As obras de responsabilidade de entidade coletivas têm geralmente entrada pelo título, com exceção de anais do congresso e trabalhos administrativos, legal, etc.
Título
O título é reproduzido tal como figura na obra ou trabalho referenciado, transliterado, se necessário.
Edição
Indica-se a edição em algarismos arábicos, seguidos de ponto e abreviatura da palavra edição no idioma da publicação.
Imprenta
Indica-se o local (cidade) da publicação, nome do editor e a data da publicação da obra.
Descrição Física
Aqui se define o número de páginas ou volumes, material especial, ilustrações, dimensões, séries e coleções.
Notas Especiais
São informações complementares que podem ser acrescentadas ao final da referência bibliográfica.
COMO CLASSIFICAR PESQUISAS
As pesquisas podem ser classificadas em três grandes grupos: exploratórias, descritivas e explicativas.
1 – Pesquisas Exploratórias
Tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Na maioria dos casos essas pesquisas envolvem: levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas relacionadas a pesquisa e análise de exemplos.
2 – Pesquisas Descritivas
Tem como objetivo a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou a relação entre determinadas variáveis.
3 – Pesquisas Explicativas
Tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É a que mais aprofunda o conhecimento da realidade, pois explica a razão, o porquê das coisas.Resenhas, Resumos e Fichamentos
Vamos tentar entender as diferenças:
Resenha
Dicionário Aurélio: [Dev. de resenhar.] Substantivo feminino.
Dicionário Aurélio: [Dev. de resenhar.] Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de resenhar.
2 .Descrição pormenorizada.
Resenhar: [Do lat. resignare.] Verbo transitivo direto.
2 .Descrição pormenorizada.
Resenhar: [Do lat. resignare.] Verbo transitivo direto.
1.Fazer resenha de; relatar minuciosamente.
2.Enumerar por partes.
Resumo:
Dicionário Aurélio: [Dev. de resumir.] Substantivo masculino.
Dicionário Aurélio: [Dev. de resumir.] Substantivo masculino.
1.Ato ou efeito de resumir(-se).
2.Exposição abreviada de uma sucessão de acontecimentos, das características
gerais de alguma coisa, etc., tendente a favorecer sua visão
global: síntese, sumário, epítome, sinopse.
gerais de alguma coisa, etc., tendente a favorecer sua visão
global: síntese, sumário, epítome, sinopse.
Fichamento: Dicionário
Aurélio: [De fichar + -mento.] Substantivo masculino.
Aurélio: [De fichar + -mento.] Substantivo masculino.
1.Ato ou efeito de fichar.
Fichar: [De ficha + -ar2.] Verbo transitivo direto. 1.Anotar
ou registrar em fichas; catalogar.
Fichar: [De ficha + -ar2.] Verbo transitivo direto. 1.Anotar
ou registrar em fichas; catalogar.
2. Fazer a ficha.
Resenha:
A resenha é um tipo de trabalho que para ser feito é necessário que se tenha domínio do assunto abordado.
“Somente o conhecimento profundo permitirá a você estabelecer comparações e fornecerá a maturidade intelectual necessária para a emissão de qualquer julgamento de valor, ou seja, dizer se concorda ou discorda com as considerações apresentadas pela obra e texto a ser resenhado.”
Muito utilizado nos meios acadêmicos, esse recurso pode ser utilizado para relatar qualquer acontecimento da realidade (um filme, uma peça teatral, um evento esportivo, etc), além de livros (inteiros ou parte deles) e textos diversos.
Ao elaborar uma resenha o resenhista tem um objetivo, ou seja sua intenção pode ser, por exemplo, a de fazer publicidade ou a de adquirir conhecimento sobre o objeto. A partir desse objetivo deve-se determinar os pontos relevantes do objeto a ser resenhado. Por exemplo, ao resenhar um livro, com o objetivo de promovê-lo, não é relevante informar seu custo de produção, mas é imprescindível destacar os dados referentes ao autor da obra.
A resenha é, portanto, “[...] um texto que apresenta informações selecionadas e resumidas sobre o conteúdo de outro texto, trazendo, além das strong>informações,
comentários e avaliações do resenhista.” Resenha, 2004. p. 15)
comentários e avaliações do resenhista.” Resenha, 2004. p. 15)
O fragmento abaixo é um exemplo de resenha.
“[...] É sensacional! Méritos para o estreante, roteirista e diretor Sylvain Chomet, que criou um universo charmoso e criativo, no qual opta por espelhar-se no cinema mudo apresentando uma mistura de raros diálogos, canções e movimentos. Além da simples história que exibe uma trama cativante e envolvente, o encanto certamente está no gráfico em 2D, devido aos divertidos traços caricaturados das feições humanas e dos ambientes com cores leves.[...]” (MORGAN, Ricardo. As bicicletas de Belleville. In: MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resenha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 17) | ||
Esse fragmento foi extraído da resenha de um filme. Note que os termos em destaque (sensacional, charmoso, criativo, simples, etc) representam a opinião do resenhista. Ele procurou (e conseguiu): mostrar as informações de forma resumida, mostrar as informações mais relevantes e posicionar-se criticamente em relação ao objeto resenhado.
RESUMO: O resumo, assim como a resenha, deve conter dados selecionados e sucintos sobre o conteúdo de outro texto. A diferença reside no fato de o resumo não conter comentários ou avaliações de seu produtor. Noutras palavras, o resumo é uma redução das idéias contidas num texto, mantendo a fidelidade ao texto original. Eis algumas dicas para facilitar a produção de um resumo:
A. Leia atentamente o texto a ser resumido, certifique-se de tê-lo entendido;
B. Utilize a inserção de citações. (Segundo o autor… / Fulano de tal considera… / De acordo com que afirma…) ;
C. Redija-o em linguagem objetiva, clara e consisa;
D. Escreva-o com suas palavras, evitando copiar as frases e expressões contidas no texto original;
E. Desconsidere conteúdos facilmente inferíveis;
(“Maria era uma pessoa muito boa. Gostava de ajudar as pessoas…”)
(“Maria era uma pessoa muito boa. Gostava de ajudar as pessoas…”)
F. Ignore expressões explicativas;
(“Discutiremos a construção de textos argumentativos, isto é aqueles nos quais…”)
(“Discutiremos a construção de textos argumentativos, isto é aqueles nos quais…”)
G. Não use expressões que exemplifiquem;
(As pessoas deveriam ler, também outros autores. Por exemplo…
(As pessoas deveriam ler, também outros autores. Por exemplo…
H. Não considere as justificativas de uma
afirmação; (“Não corra tanto, pois quando se corre…”)
afirmação; (“Não corra tanto, pois quando se corre…”)
I. Reduza o texto a uma fração do texto original, respeitando a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados;
O fragmento abaixo é um exemplo de resumo.
| ||
“Leonardo (MACHADO,Boff inicia o artigo ‘A cultura da paz’ apontando o fato de que vivemos em uma cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o autor levanta a questão da possibilidade de essa violência poder ser superada ou não. Inicialmente, ele apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria impossível, pois as próprias características psicológicas humanas e um conjunto de forças naturais e sociais reforçariam essa cultura da violência, tornando difícil sua superação. Mas, mesmo reconhecendo o poder dessas forças, Boff considera que, nesse momento, é indispensável estabelecermos uma cultura de paz contra a violência, pois essa estaria nos levando à extinção da vida humana no planeta. Segundo o autor, seria possível construir essa cultura, pelo fato de que os seres humanos são providos de componentes genéticos que nos permitem sermos sociais, cooperativos, criadores e dotados de recursos para limitar a violência e de que a essência do ser humano seria o cuidado, definido pelo autor como sendo uma relação amorosa com a realidade, que poderia levar à superação da violência. A partir dessas constatações, o teólogo conclui, incitando-nos a despertar as potencialidades humanas para a paz, como projeto pessoal e coletivo.” Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 16) | ||
Note que os termos em destaque são citações. Recorrentemente o autor do resumo “afirma” que a idéia é do autor do texto original. Perceba, ainda, que não há opinião do autor do resumo.
FICHAMENTO: Imaginemos que você tenha alguns livros e textos para ler e resenhar ou resumir. Caso você não tenha adquirido todos os livros e textos, poderá recorrer ao fichamento para organizar a leitura desse material. Quando precisar fazer uma monografia,
resenha e outros trabalhos acadêmicos, o fichamento o ajudará a reconstituir a fonte e as idéias apresentadas pelos autores estudados. Algumas dicas para fazer um fichamento:
resenha e outros trabalhos acadêmicos, o fichamento o ajudará a reconstituir a fonte e as idéias apresentadas pelos autores estudados. Algumas dicas para fazer um fichamento:
A. Coloque no cabeçalho: o título genérico ou específico, a letra e/ou número
indicando a seqüência das fichas, caso você utilize mais de uma, deverá repetir o cabeçalho;
indicando a seqüência das fichas, caso você utilize mais de uma, deverá repetir o cabeçalho;
B. Insira: Referências bibliográficas (Nome do autor, título da obra, subtítulo se houver, edição, local da publicação, editora, ano da publicação, coleção (se fizer parte));
C. No corpo da ficha: Redija o texto. Utilize uma linguagem clara, objetiva, direta, sem subjetivismo (eu penso, eu acho…), resuma o assunto tratado, abordando o que o autor diz, pensa e o que é novo sobre o assunto;
D. Anote o local onde se encontra a obra (biblioteca…)
Exemplos de fichamento:
TEXTOS CIENTÍFICOS (título genérico) – |
REDAÇÃO CIENTÍFICA, A prática de Fichamentos, Resumos, Resenhas (Título específico) página – - nº 1 ou A |
MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: A prática de Fichamentos, Resumos, Resenhas. São Paulo, Atlas, 2004. p.114. |
(escrever o texto) |
Biblioteca do—— (local onde se encontra a obra) |
PLATÃO, F. S & FIORIN, J.L. Lições de texto: leitura e redação, 4. ed. São Paulo : Ática, 1999. p. 89 | |||
ASSUNTO: TEXTOS TEMÁTICOS E TEXTOS FIGURATIVOS – Ficha 01 | |||
“Cada um dos tipos tem uma função distinta. Os textos figurativos produzem um efeito de realidade e, por isso, representam o mundo, criam uma imagem do mundo, com seus seres, seus acontecimentos etc.; os temáticos explicam as coisas do mundo, ordenam-nas, classificam-nas, interpretam-nas, estabelecem relações e dependências entre elas, fazem comentários sobre suas propriedades. Os primeiros criam um efeito de realidade, porque trabalham com o concreto; os segundos explicam, porque operam com aquilo que é apenas conceito. Os primeiros têm uma função representativa; os segundos, uma função interpretativa.” | |||
Biblioteca da UMC |
Aprenda como fazer uma resenha acadêmica (Crítica, temática ou descritiva).
Recentemente precisei procurar uma forma didática de mostrar como fazer uma resenha, e encontrei esse texto que considerei muito útil. Tão útil que estou postando aqui para que vocês também possam usufruir.

“Todo mundo que freqüenta o blog está acostumado a ler várias resenhas toda semana, mas afinal, o que é e o que precisamos saber para escrever um texto desse tipo?
Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.
O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.
Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.
No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.
Tipos de Resenha
Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.
Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”
Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.
Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:
Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.
Conclusão
Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.
As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.
Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!”
FONTE: http://www.onlytutorials.com.br/2009/04/18/aprenda-como-fazer-uma-resenha-academica-critica-tematica-ou-descritiva/
Tipos de Trabalhos Acadêmicos: O fichamento
O fichamento é o ato de registrar os estudos de um livro e/ou um texto. O trabalho de fichamento possibilita ao estudante, além da facilidade na execução dos trabalhos acadêmicos, a assimilação do conhecimento. De acordo com diversos autores, o fichamento deve conter a seguinte estrutura: cabeçalho indicando o assunto e a referência da obra, isto é, a autoria, o título, o local de publicação, a editora e o ano da publicação. Existem três tipos básicos de fichamentos: o fichamento bibliográfico, o fichamento de resumo ou conteúdo e o fichamento de citações. Cada professor pode seguir um modelo de fichamento, tendo em vista, que não existe um modelo pronto e/ou determinado. Assim sendo, os modelos apresentados são sugestões.
Modelo de fichamento de citações
Conforme a ABNT (2002a), a transcrição textual é chamada de citação direta, ou seja, é a reprodução fiel das frases que se pretende usar como citação na redação do trabalho.
Educação da mulher: a perpetuação da injustiça (pp. 30 – 132). Segundo capítulo. |
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: brasiliense, 1993. |
“uma das primeiras feministas do Brasil, Nísia Floresta Augusta, defendeu a abolição da escravatura, ao lado de propostas como educação e a emancipação da mulher e a instauração da República” (p.30) “na justiça brasileira, é comum os assassinos de mulheres serem absolvidos sob a defesa de honra” (p. 132) “a mulher buscou com todas forças sua conquista no mundo totalmente masculino” (p.43) |
Modelo de fichamento de resumo ou conteúdo
É uma síntese das principais idéias contidas na obra. O aluno elabora com suas próprias palavras a interpretação do que foi dito.
Educação da mulher: a perpetuação da injustiça (pp. 30 – 132) segunda capítulo. |
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: brasiliense, 1993. |
O trabalho da autora baseia-se em análise de textos e na própria vivência nos movimentos feministas, como relato de uma prática. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500 – 1822), até os anos de 1975 em que foi considerado o Ano Internacional da Mulher. A autora trabalha ainda assuntos como mulheres da periferia de São Paulo, a luta por creches, violência, participação em greves, saúde e sexualidade. |
Modelo de fichamento bibliográfico
É a descrição, com comentários dos tópicos abordados em uma obra inteira ou parte dela.
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: brasiliense, 1993. |
A obra insere-se no campo da história e da antropologia social. A autora utiliza-se de fontes secundárias colhidas por meio de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano de 1500. A autora descreve em linhas gerais todo s processo de lutas e conquistas da mulher. |
Por Marina Cabral da Silva
FONTE: http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/tipos-trabalhos-academicos-fichamento.htm
Normas da ABNT
Normas da ABNT 2010: A ABNT é a Associação Brasileira de Normas Técnicas, é conhecido pelo fato de que proporciona ao nosso país, a base necessária ao desenvolvimento tecnológico, anualmente são feitas algumas alterações nas normas referentes ao órgão, aqui vamos citar alguns meios para que você fique por dentro dessas alterações.
Para que você se informe sobre as novas normas da ABNT 2010 é interessante que você consulte mais através do site onde é possível encontrar mais detalhes sobre o assunto. Se preferir em caso de duvidas também pode estar contatando a ABNT, para isso vamos disponibilizar endereço e número para contato:
Rua Minas Gerais, 190 – Higienópolis – São Paulo – SP – Brasil.
Tel: (11) 3017-3600
A relação completa das entidades da ABNT espalhadas pelo Brasil estão disponíveis também no site oficial, sendo assim se você quiser encontrar a que se localiza mais próxima a você pode também estar fazendo essa consulta. Através do meio indicado é possível verificar todas as mudanças nas normas ABNT e se manter atualizado.
Vamos deixar aqui apenas umas dic
as rapidas, mas lembre-se de verificar no site da ABNT todas as regras e dicas que ali existem para poder lhe ajudar na hora que precisar.
Formas de Apresen
tação Formato: papel em branco, formato A4 (21,0 cm X 29,7 cm), digitados no anverso da folha. Recomenda-se a fonte tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para as citações longas e notas de rodapé. Margem: esquerda e superior de 3,0 cm e direita e inferior de 2,0 cm.
Dicas de Forma de Apresentação – ABNT
Espacejamento: todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas, as referências e os resumos devem ser digitados em espaço simples. Os títulos das seções devem ser separados do texto que os sucede por uma entrelinha dupla ou dois espaços simples.
Notas de rodapé: digitadas dentro da margem, ficam separadas com espaço simples de entrelinhas e um filete de 3,0 cm a partir da margem esquerda.
Indicativo de seção: o indicativo numérico precede seu título, alinhado à esquerda, somente com o espaço de um caractere. Para os títulos sem indicação numérica, ficam centralizados.
Paginação: a numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior da folham a 2,0 cm da borda superior, ficando o último algarismo da borda direita da folha. Se o trabalho tiver mais de um volume a seqüência deve ser mantida no volume seguinte, a partir do texto principal.
Numeração progressiva: é utilizada para destacar o conteúdo do trabalho. Pode-se usar demais recursos existentes, como caixa alta, negrito etc.
Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte. Abreviaturas e siglas: quando aparecem pela prime
ira vez, deve-se colocar por extenso e a sigla entre parênteses.
Equações e fórmulas: aparecem destacadas no texto, de forma a facilitar sua leitura. Na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte por exemplo, expoentes, índices etc. Quando destacadas devem ser centralizadas. Quando fragmentadas, por falta de espaço, devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Ilustrações: Figuras: elementos autônomos que explicam ou complementam o texto. Qualquer que seja seu tipo (gráfico, planta, fotografia etc.) deve ter sua identificação como “Figura” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. A legenda deve ser breve e clara. Tabelas: de caráter demonstrativo, apresentam informações tratadas estatisticamente. O título aparece na parte superior, precedido da palavra “Tabela” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. Para tabelas reproduzidas, é necessário a autorização do autor, mas não é preciso esta menção. Se não couber em uma única folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitada por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na nova folha. As separações horizontais e verticais para divisão dos títulos das colunas e para fechá-las na parte inferior, evitando separação entre linhas e colunas. Para os dois casos, sua inserção deve estar próxima ao texto respectivo.
O arquivo com as regras de formatação de trabalhos acadêmicos foi disponibilizado em PDF. E você pode estar fazendo o download também se preferir, para mais informações não deixe de visitar o site da associação brasileira de normas técnicas ABNT, ou então ligar para o número em que foi indicado logo mais acima.

Para que você se informe sobre as novas normas da ABNT 2010 é interessante que você consulte mais através do site onde é possível encontrar mais detalhes sobre o assunto. Se preferir em caso de duvidas também pode estar contatando a ABNT, para isso vamos disponibilizar endereço e número para contato:
Rua Minas Gerais, 190 – Higienópolis – São Paulo – SP – Brasil.
Tel: (11) 3017-3600
A relação completa das entidades da ABNT espalhadas pelo Brasil estão disponíveis também no site oficial, sendo assim se você quiser encontrar a que se localiza mais próxima a você pode também estar fazendo essa consulta. Através do meio indicado é possível verificar todas as mudanças nas normas ABNT e se manter atualizado.
Vamos deixar aqui apenas umas dic
as rapidas, mas lembre-se de verificar no site da ABNT todas as regras e dicas que ali existem para poder lhe ajudar na hora que precisar.
Formas de Apresen

Dicas de Forma de Apresentação – ABNT
Espacejamento: todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas, as referências e os resumos devem ser digitados em espaço simples. Os títulos das seções devem ser separados do texto que os sucede por uma entrelinha dupla ou dois espaços simples.
Notas de rodapé: digitadas dentro da margem, ficam separadas com espaço simples de entrelinhas e um filete de 3,0 cm a partir da margem esquerda.
Indicativo de seção: o indicativo numérico precede seu título, alinhado à esquerda, somente com o espaço de um caractere. Para os títulos sem indicação numérica, ficam centralizados.
Paginação: a numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior da folham a 2,0 cm da borda superior, ficando o último algarismo da borda direita da folha. Se o trabalho tiver mais de um volume a seqüência deve ser mantida no volume seguinte, a partir do texto principal.
Numeração progressiva: é utilizada para destacar o conteúdo do trabalho. Pode-se usar demais recursos existentes, como caixa alta, negrito etc.
Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte. Abreviaturas e siglas: quando aparecem pela prime
ira vez, deve-se colocar por extenso e a sigla entre parênteses.
Equações e fórmulas: aparecem destacadas no texto, de forma a facilitar sua leitura. Na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte por exemplo, expoentes, índices etc. Quando destacadas devem ser centralizadas. Quando fragmentadas, por falta de espaço, devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Ilustrações: Figuras: elementos autônomos que explicam ou complementam o texto. Qualquer que seja seu tipo (gráfico, planta, fotografia etc.) deve ter sua identificação como “Figura” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. A legenda deve ser breve e clara. Tabelas: de caráter demonstrativo, apresentam informações tratadas estatisticamente. O título aparece na parte superior, precedido da palavra “Tabela” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. Para tabelas reproduzidas, é necessário a autorização do autor, mas não é preciso esta menção. Se não couber em uma única folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitada por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na nova folha. As separações horizontais e verticais para divisão dos títulos das colunas e para fechá-las na parte inferior, evitando separação entre linhas e colunas. Para os dois casos, sua inserção deve estar próxima ao texto respectivo.
O arquivo com as regras de formatação de trabalhos acadêmicos foi disponibilizado em PDF. E você pode estar fazendo o download também se preferir, para mais informações não deixe de visitar o site da associação brasileira de normas técnicas ABNT, ou então ligar para o número em que foi indicado logo mais acima.

FONTE: http://www.mundodastribos.com/normas-da-abnt.html
ORIENTAÇÕES BÁSICAS NA ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO
Clarides Henrich de Barba**
RESUMO:
Este texto trata a respeito das Normas da ABNT com a finalidade de orientar os acadêmicos da Graduação e pós-graduação sobre a publicação de Artigos Científicos procurando estabelecer, de forma sintética, os principais cuidados a ter na escrita do texto científico. Neste sentido, descreve-se seqüencialmente, os sucessivos componentes para a construção do texto cientifico.
PALAVRAS-CHAVE: Artigo. Pesquisa. Ciência.
1. CONCEITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou na análise de uma questão. Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: podem fazer parte quer de questões que historicamente são polemizadas, quer de problemas teóricos ou práticos novos.
2. ESTRUTURA DO ARTIGO
O artigo possui a seguinte estrutura:
1.Título
2. Autor (es)
3. Epígrafe (facultativa)
4. Resumo e Abstract
5. Palavras-chave;
6. Conteúdo (Introdução, desenvolvimento textual e conclusão),
7. Referências.
2.1- TÍTULO
Deve compreender os conceitos-chave que o tema encerra, e ser numerado para indicar, em nota de rodapé, a finalidade do mesmo.
2.2- AUTOR (ES):
O autor do artigo deve vir indicado do centro para a margem direita. Caso haja mais de um autor, os mesmos deverão vir em ordem alfabética, ou se houver titulações diferentes deverão seguir a ordem da maior para a menor titulação. Os dados da titulação de cada um serão indicados em nota de rodapé através de numeração ordinal.
2. 3- EPÍGRAFE
É um elemento facultativo, que expressa um pensamento referente ao conteúdo central do artigo.
2.4- RESUMO e ABSTRACT
Texto, com uma quantidade predeterminada de palavras, onde se expõe o objetivo do artigo, a metodologia utilizada para solucionar o problema e os resultados alcançados. O Abstract é o resumo traduzido para o inglês, sendo que alguns periódicos aceitam a tradução em outra língua.
2.5- PALAVRAS-CHAVE:
São palavras características do tema que servem para indexar o artigo, até 6 palavras.
2. 6- CORPO DO ARTIGO:
1. INTRODUÇÃO:
O objetivo da Introdução é situar o leitor no contexto do tema pesquisado, oferecendo uma visão global do estudo realizado, esclarecendo as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram o autor a tal investigação para, em seguida, apontar as questões de pesquisa para as quais buscará as respostas. Deve-se, ainda, destacar a Metodologia utilizada no trabalho. Em suma: apresenta e delimita a dúvida investigada (problema de estudo - o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada no estudo (como).
2. DESENVOLVIMENTO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS:
Nesta parte do artigo, o autor deve fazer uma exposição e uma discussão das teorias que foram utilizadas para entender e esclarecer o problema, apresentando-as e relacionando-as com a dúvida investigada;
- apresentar as demonstrações dos argumentos teóricos e/ ou de resultados que as sustentam com base dos dados coletados;
Neste aspecto, ao constar uma Revisão de Literatura, o objetivo é de desenvolver a respeito das contribuições teóricas a respeito do assunto abordado.
O corpo do artigo pode ser dividido em itens necessários que possam desenvolver a pesquisa. É importante expor os argumentos de forma explicativa ou demonstrativa, através de proposições desenvolvidas na pesquisa, onde o autor demonstra, assim, ter conhecimento da literatura básica, do assunto, onde é necessário analisar as informações publicadas sobre o tema até o momento da redação final do trabalho, demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a necessidade ou oportunidade da pesquisa que realizou.
Quando o artigo inclui a pesquisa descritiva apresentam-se os resultados desenvolvidos na coleta dos dados através das entrevistas, observações, questionários, entre outras técnicas.
3. CONCLUSÃO
Após a análise e discussões dos resultados, são apresentadas as conclusões e as descobertas do texto, evidenciando com clareza e objetividade as deduções extraídas dos resultados obtidos ou apontadas ao longo da discussão do assunto. Neste momento são relacionadas às diversas idéias desenvolvidas ao longo do trabalho, num processo de síntese dos principais resultados, com os comentários do autor e as contribuições trazidas pela pesquisa.
Cabe, ainda, lembrar que a conclusão é um fechamento do trabalho estudado, respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo, apresentados na Introdução, onde não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos, que já não tenham sido apresentados anteriormente.
2. 7- REFERÊNCIAS:
Referências são um conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diferentes tipos de materiais. As publicações devem ter sido mencionadas no texto do trabalho e devem obedecer as Normas da ABNT 6023/2000. Trata-se de uma listagem dos livros, artigos e outros elementos de autores efetivamente utilizados e referenciados ao longo do artigo.
3. LINGUAGEM DO ARTIGO:
Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente sucinto, exige-se que tenha algumas qualidades: linguagem correta e precisa, coerência na argumentação, clareza na exposição das idéias, objetividade, concisão e fidelidade às fontes citadas. Para que essas qualidades se manifestem é necessário, principalmente, que o autor tenha um certo conhecimento a respeito do que está escrevendo.
Quanto à linguagem científica é importante que sejam analisados os seguintes procedimentos no artigo científico:
- Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular;
- Objetividade: a linguagem objetiva deve afastar as expressões: “eu penso”, “eu acho”, “parece-me” que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico;
- Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional, firmada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico;
- Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum, utilizado com clareza e precisão, mas cada ramo da ciência possui uma terminologia técnica própria que deve ser observada;
- A correção gramatical é indispensável, onde se deve procurar relatar a pesquisa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, intercaladas com parênteses, num único período. O uso de parágrafos deve ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio: toda vez que se dá um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio, muda-se o parágrafo.
- Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos, desenhos, tabelas são considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto, tendo suas fontes citadas em notas de rodapé. (PÁDUA, 1996, p. 82).
Para a redação ser bem concisa e clara, não se deve seguir o ritmo comum do nosso pensamento, que geralmente se baseia na associação livre de idéias e imagens. Assim, ao explanar as idéias de modo coerente, se fazem necessários cortes e adições de palavras ou frases. A estrutura da redação assemelha-se a um esqueleto, constituído de vértebras interligadas entre si. O parágrafo é a unidade que se desenvolve uma idéia central que se encontra ligada às idéias secundárias devido ao mesmo sentido. Deste modo, quando se muda de assunto, muda-se de parágrafo.
Um parágrafo segue a mesma circularidade lógica de toda a redação: introdução, desenvolvimento e conclusão. Convém iniciar cada parágrafo através do tópico frasal (oração principal), onde se expressa a idéia predominante. Por sua vez, esta é desdobrada pelas idéias secundárias; todavia, no final, ela deve aparecer mais uma vez. Assim, o que caracteriza um parágrafo é a unidade (uma só idéia principal), a coerência (articulação entre as idéias) e a ênfase (volta à idéia principal).
A condição primeira e indispensável de uma boa redação científica é a clareza e a precisão das idéias. Saber-se-á como expressar adequadamente um pensamento, se for claro o que se desejar manifestar. O autor, antes de iniciar a redação, precisa ter assimilado o assunto em todas as suas dimensões, no seu todo como em cada uma de suas partes, pois ela é sempre uma etapa posterior ao processo criador de idéias.
4. NORMAS DE APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ARTIGO
4. 1 PAPEL, FORMATO E IMPRESSÃO
De acordo com a ABNT “o projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho”. (ABNT, 2002, p. 5, grifo nosso).
Segundo a NBR 14724, o texto deve ser digitado no anverso da folha, utilizando-se papel de boa qualidade, formato A4, formato A4 (210 x 297 mm), e impresso na cor preta, com exceção das ilustrações.
Utiliza-se a fonte tamanho 12 para o texto; e menor para as citações longas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e tabelas. Não se deve usar, para efeito de alinhamento, barras ou outros sinais, na margem lateral do texto.
4.2 MARGENS
As margens são formadas pela distribuição do próprio texto, no modo justificado, dentro dos limites padronizados, de modo que a margem direita fique reta no sentido vertical, com as seguintes medidas:
Superior: 3,0 cm. da borda superior da folha
Esquerda: 3,0 cm da borda esquerda da folha.
Direita: 2,0 cm. da borda direita da folha;
Inferior: 2,0 cm. da borda inferior da folha.
4.3 PAGINAÇÃO
A numeração deve ser colocada no canto superior direito, a 2 cm. da borda do papel com algarismos arábicos e tamanho da fonte menor, sendo que na primeira página não leva número, mas é contada.
4.4 - ESPAÇAMENTO
O espaçamento entre as linhas é de 1,5 cm. As notas de rodapé, o resumo, as referências, as legendas de ilustrações e tabelas, as citações textuais de mais de três linhas devem ser digitadas em espaço simples de entrelinhas.
As referências listadas no final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço duplo. Contudo, a nota explicativa apresentada na folha de rosto, na folha de aprovação, sobre a natureza, o objetivo, nome da instituição a que é submetido e a área de concentração do trabalho deve ser alinhada do meio da margem para a direita.
4.5- DIVISÃO DO TEXTO
Na numeração das seções devem ser utilizados algarismos arábicos. O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe foi atribuído na seqüência do assunto, com um ponto de separação: 1.1; 1.2...
Aos Títulos das seções primárias recomenda-se:
a) seus títulos sejam grafados em caixa alta, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente;
b) nas seções secundárias, os títulos sejam grafados em caixa alta e em negrito, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente;
c) nas seções terciárias e quaternárias, utilizar somente a inicial maiúscula do título, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente.
Recomenda-se, pois que todos os títulos destas seções sejam destacados em NEGRITO.
É importante lembrar que é necessário limitar-se o número de seção ou capítulo em, no máximo até cinco vezes; se houver necessidade de mais subdivisões, estas devem ser feitas por meio de alíneas.
Os termos em outros idiomas devem constar em itálico, sem aspas. Exemplos: a priori, on-line, savoir-faires, know-how, apud, et alii, idem, ibidem, op. cit. Para dar destaque a termos ou expressões deve ser utilizado o itálico. Evitar o uso excessivo de aspas que “poluem” visualmente o texto;
4.6- ALÍNEAS
De acordo com Müller, Cornelsen (2003, p. 21), as alíneas são utilizadas no texto quando necessário, obedecendo a seguinte disposição:
a) no trecho final da sessão correspondente, anterior às alíneas, termina por dois pontos;
b) as alíneas são ordenadas por letras minúsculas seguidas de parênteses;
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto e vírgula; e na última alínea, termina por ponto;
d) a segunda linha e as seguintes da matéria da alínea começam sob a primeira linha do texto da própria alínea.
4.7- ILUSTRAÇÕES E TABELAS
As ilustrações compreendem quadros, gráficos, desenhos, mapas e fotografias, lâminas, quadros, plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos autônomos e demonstrativos de síntese necessárias à complementação e melhor visualização do texto. Devem aparecer sempre que possível na própria folha onde está inserido o texto, porém, caso não seja possível, apresentar a ilustração na própria página.
Quanto às tabelas, elas constituem uma forma adequada para apresentar dados numéricos, principalmente quando compreendem valores comparativos.
Conseqüentemente, devem ser preparadas de maneira que o leitor possa entendê-las sem que seja necessária a recorrência no texto, da mesma forma que o texto deve prescindir das tabelas para sua compreensão.
Recomenda-se, pois, seguir, as normas do IBGE:
a) a tabela possui seu número independente e consecutivo;
b) o título da tabela deve ser o mais completo possível dando indicações claras e precisas a respeito do conteúdo;
c) o título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra Tabela e de seu número de ordem no texto, em algarismo arábicos;
d) devem ser inseridas mais próximas possível ao texto onde foram mencionadas;
e) a indicação da fonte, responsável pelo fornecimento de dados utilizados na construção de uma tabela, deve ser sempre indicada no rodapé da mesma, precedida da palavra Fonte: após o fio de fechamento;
f) notas eventuais e referentes aos dados da tabela devem ser colocadas também no rodapé da mesma, após o fio do fechamento;
g) fios horizontais e verticais devem ser utilizados para separar os títulos das colunas nos cabeçalhos das tabelas, em fios horizontais para fechá-las na parte inferior. Nenhum tipo e fio devem ser utilizados para separar as colunas ou as linhas;
h) no caso de tabelas grandes e que não caibam em um só folha, deve-se dar continuidade a mesma na folha seguinte; nesse caso, o fio horizontal de fechamento deve ser colocado apenas no final da tabela, ou seja, na folha seguinte. Nesta folha também são repetidos os títulos e o cabeçalho da tabela.
4.8- CITAÇÕES
4.8.1- Citação Direta
As citações podem ser feitas na forma direta ou na indireta. Na forma direta devem ser transcritas entre aspas, quando ocuparem até três linhas impressas, onde devem constar o autor, a data e a página, conforme o exemplo: “A ciência, enquanto conteúdo de conhecimentos, só se processa como resultado da articulação do lógico com o real, da teoria com a realidade”.(SEVERINO, 2002, p. 30).
As citações de mais de um autor serão feitas com a indicação do sobrenome dos dois autores separados pelo símbolo &, conforme o exemplo: Siqueland & Delucia (1990, p. 30) afirmam que “o método da solução dos problemas na avaliação ensino- aprendizagem apontam para um desenvolvimento cognitivo na criança”.
Quando a citação ultrapassar três linhas, deve ser separada com um recuo de parágrafo de 4,0 cm, em espaço simples no texto, com fonte menor:
Severino (2002, p. 185) entende que:
A argumentação, ou seja, a operação com argumentos, apresentados com objetivo de comprovar uma tese, funda-se na evidência racional e na evidência dos fatos. A evidência racional, por sua vez, justifica-se pelos princípios da lógica. Não se podem buscar fundamentos mais primitivos. A evidência é a certeza manifesta imposta pela força dos modos de atuação da própria razão.
No caso da citação direta, deve-se comentar o texto do autor citado, e nunca concluir uma parte do texto com uma citação.
No momento da citação, transcreve-se fielmente o texto tal como ele se apresenta, e quando for usado o negrito para uma palavra ou frase para chamar atenção na parte citada usar a expressão em entre parênteses (grifo nosso). Caso o destaque já faça parte do texto citado usar a expressão entre parênteses: (grifo do autor).
5.8.2- Citação Indireta
A citação indireta, denominada de conceitual, reproduz idéias da fonte consultada, sem, no entanto, transcrever o texto. É “uma transcrição livre do texto do autor consultado” (ABNT, 2001, p. 2). Esse tipo de citação pode ser apresentado por meio de paráfrase quando alguém expressa a idéia de um dado autor ou de uma determinada fonte A paráfrase, quando fiel à fonte, é geralmente preferível a uma longa citação textual, mas deve, porém, ser feita de forma que fique bem clara a autoria.
5.8.3- Citação de citação
A citação de citação deve ser indicada pelo sobrenome do autor seguido da expressão latina apud (junto a) e do sobrenome da obra consultada, em minúsculas, conforme o exemplo Freire apud Saviani (1998, p. 30).
5.9- Notas de Rodapé
As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos, tecer considerações, que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a seqüência lógica da leitura. Referem-se aos comentários e/ou observações pessoais do autor e são utilizadas para indicar dados relativos à comunicação pessoal.
As notas são reduzidas ao mínimo e situar em local tão próximo quanto possível ao texto. Para fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se os algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração progressiva nas folhas. São digitadas em espaço simples em tamanho 10. Exemplo de uma nota explicativa: A hipótese, também, não deve se basear em valores morais. Algumas hipóteses lançam adjetivos duvidosos, como bom, mau, prejudicial, maior, menor, os quais não sustentam sua base científica. [1]
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pretendeu-se neste trabalho proporcionar, de forma muito sintética, mas objetiva e estruturante, uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição seqüencial dos componentes típicos de um documento desta natureza. O resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir. Ele também constituirá um auxiliar útil, de referência freqüente para que o leitor pretenda construir a sua competência na escrita de artigos científicos. Faz-se notar, todavia, que ninguém se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa, pois a arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia, através da experiência e da cultura.
7. REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, Rio de Janeiro. Normas ABNT sobre documentação. Rio de Janeiro, 2000. (Coletânea de normas).
FRANÇA, Júnia Lessa et alii. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 6ª ed., rev. e aum., Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2003.
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 14ª ed., Petrópolis: Vozes, 1997.
MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e Padrões para teses, dissertações e monografias. 5ª ed. Londrina: Eduel, 2003.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22ª edição, São Paulo: Cortez, 2002.
* Texto elaborado a partir das Normas da ABNT para as aulas de Metodologia Científica e Metodologia da Pesquisa Científica nos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação
** Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria- UFSM e Prof. Adjunto do Departamento de Sociologia/Filosofia da Fundação Universidade Federal de Rondônia- UNIR.
[1] Contudo nem todos os tipos de investigação necessitam da elaboração de hipóteses, que podem ser substituídas pelas “questões a investigar”.
Assinar:
Postagens (Atom)